Isto de ser raro ou abundante tem muito que se lhe diga, e nem sempre é fácil compreender por que determinada espécie é mais rara que outras.
Pode-se dizer que esta Fritillaria lusitanica var. lusitanica é uma raridade incerta, pois com tanto habitat disponível e pouco perturbado, seria de esperar que fosse muito populosa. Esta frase simples, serve também para muitas outras centenas de espécies de plantas, com o mesmo tom exato de afirmação. Se por um lado os estudos lusitânicos desta planta que serão por certo escassos, não acompanham a situação da espécie do ponto de vista mais antiquíssimo, para poder fazer um análise resumida, da sua história e o porquê de ser pouco abundante. Pondo de lado o tema científico que é sempre importante, se percorrermos os trilhos de colinas calcárias atravessadas por filões podemos ver em primeira mão as suas densidades. Uma aqui, outra ali, dois, três ou quatro exemplares juntos e pouco mais. É como se fossem solitárias, perdidas pelos montes, em busca de um bom habitat, de um sítio perfeito. Mas pode ser esta uma excepção à regra, e espero que seja, pois é me impossível percorrer toda a zona ocidental, na época de floração ideal.








