Encontrar insetos é sempre entusiasmante, nunca sei o que há-de aparecer, nunca sei que formas e cores irei ver, mas no final de contas sou sempre surpreendido mesmo que já tenha visto insetos parecidos, e mesmo que me esqueça com o passar dos tempos, será sempre surpreendente. Este diminuto coleóptero, será por certo um caso desses. Com um tamanho menor que dois milímetros, supera-se maior que a lente na ponta de uma ervita, e revela-se um pequeno ser calmo e tranquilo ali pousado ao sabor das temperaturas suaves do começo deste inverno e deste dia em geral nublado. Junto a uma linha de água, em vegetação herbácea daquela que é muito comum e que se desenvolve pujante, não só por isso mas pela bordadura de um campo de cultivo próximo, lá estava ele, uma pequena mancha preta num grande mar de verde verdejante, e de um solo com pedacinhos de folhas de salgueiros, vindas de uma pequena galeria caducifólia e entrelaçada.
Mas o propósito é esse diminuto escaravelho que me impressionou com a textura do seu corpo, uma alternância de um padrão riscado de cima para baixo que já conhecia neste tipo de animais, com aqueles buracos simétricos até à cauda. Adoro, e é aquele dizer que me vem de nunca ter visto isto... Gostava de saber mais...
Um lugar que ainda conserva uma essência de campo...
Campo Raso, Sintra
By Rui Faria














