Um olhar sobre a natureza do oeste peninsular, o meu olhar, com histórias e imagens, contos e pensamentos... Viagens...

gralha-preta / serra freita


Aproveitei um descanso na estrada depois de Mizarela e depois de 40 km nas pernas! , e captei esta bela ave aos segundos, já não são os primeiros, raios de sol da manhã.
Nikon P600 - by Rui Faria

Quercus faginea em Loures


Deveria ser um orgulho, ter um nome referente ao nosso país na designação comum desta árvore, os seus efectivos já vão rareando e os bosques destas árvores já não mais podem ser encontrados, e em vez disso ainda existem pequenos bosquetes espalhados pelas terras do centro sobretudo e exemplares isolados em sua maioria. Enquanto que no norte ainda é possível ver os diferentes estratos, a diferente evolução e os diferentes graus de maturidade do carvalho-alvarinho, bem como a sua interacção com o meio e as diferentes espécies associadas, com esta espécie o mesmo já não se aplica!


O pouco que as antigas gerações nos deixaram desta árvore, não chega para construir um puzzle multi complexo e variado, mesmo até no que toca á transição do Quercus robur a norte para com a Quercus faginea a sul. Até consigo imaginar a vista aérea de onde acabaria uma espécie (hipoteticamente) e começaria a outra,... uma longa história por certo que se esfumou á muito tempo.


Estes dois pequenos carvalhos-portugueses conquistaram refúgio nas encostas da serra da Amoreira, mas a malha urbana é implacável e o que outrora foi um íman de biodiversidade tornar-se-á lenha por certo, porque é isso que a nossa cultura vê nestas árvores, mas quem procura conhecimento e se informa, naturalmente por gosto ou bom censo, certo que já não o faz, ou já não destrói de maneira diretamente, mas na outra ponta da historia acaba por fazê-lo indiretamente como é caso da populaçao citadina.   


Mas é uma espécie magnífica que mostra em primeira mão a espantosa evolução que este tipo de árvores tomou na península ibérica!



formiga-leão



Myrmeleontidae é a família a qual pertence esta formiga-leão encontrada nas dunas primárias a norte de Praia de Mira. Curiosidade o facto, de a ter encontrado ao final da tarde, completamente exposta sob a areia e sobre os ventos que sopravam os grãos...

Atypus affinis - frecha de mizarela

Atypus affinis


Nas encostas íngremes, fortemente erosionadas ao longo de milénios pelo rio caima, da frecha de mizarela, uma queda de água vertiginosa e ribombante. A flora, derivado à orografia do terreno, salvaguardou-se e próspera sob a forma de inúmeras espécies botânicas, dentre as quais preciosidades como o loendro Rhododendrum ponticum, entre outras... Um desses dias, percorrendo a íngreme encosta do lado direito dou de caras com este grande aracnídeo Atypus affinis deslocando-se pelas rochas locais.

Desculpem a demora na colocação de posts, mas tenho tido problemas com os dispositivos tecnológicos, tive que copiar o url desta minha foto no flickr, para poder desenvover aqui algum assunto. Logo que possa atualizarei os dias perdidos e posts antigos, atualizados com os nomes científicos. Até breve, um abraço e/ou bjs para todos vós.

Erica australis (flor)


Aqui vai um detalhe da flor robusta, rosada desta urze. Vegetando as encostas agrestes dos vales dos rios ferreira e sousa, este último afluente da margem direita do rio douro, conferem um tom rico e um odor de perder a cabeça aos urzais/tojais.


 Fora da época de floração pode ser fácil de confundir com a Erica arborea, mas não se deixem enganar, pois a folhagem desta urze é mais áspera, mais "dura"e de um verde mais pálido, enquanto que a da Erica arborea é mais suave e de folhas verde vivo, além do mais não magoa tanto quando passo por essa ou essas na busca por insetos. apenas o inconveniente das flores secas se entranharem pelas costas abaixo! 

ninho de? pinus.


Ninho de ave de rapina ou de cegonha, ou de outra ave? O pinheiro em quescolheu arca o ponto de cruzamento entre arrife e aceiro numa das matas nacionais do distrito de aveiro.


A uma altura impressionante neste enorme pinheiro-bravo, a ave mistério escolheu o refúgio e o sossego desses vastos pinhais que usurparam as dunas holocénicas. O acesso ao mesmo incita na ave manobras ágeis e malabarísticas, nada surpreendente neste grupo de animais.

pinheiro- ramos retorcidos


Dunas primárias a norte de Mira, e numa pausa na busca de invertebrados.


Num mundo de areia, o material lenhoso é um alívio que destoa a monotonia da praia, dos grãos de areia e do intenso brilho solar. Poisos de aves, refúgio de répteis ou plataformas de aquecimento de répteis e de invertebrados.