Um olhar sobre a natureza do oeste peninsular, o meu olhar, com histórias e imagens, contos e pensamentos... Viagens...

a caça do Mantodea


O supremo predador dos invertebrados, é um caçador ativo e persistente, procurando e localizando a sua presa, aproxima-se silenciosa e furtivamente, sem que a presa se aperceba que está a ser caçada... Tal como os grandes mamíferos predadores, este louva-a-deus conta com a sua camuflagem para ter uma taxa de sucesso de predação alta... Imperceptível por entre a folhagem, apanhará este pequeno ortóptero...

Num penedo granítico do alto de São Mamede (Póvoa de Lanhoso)

coração do xisto (FOFIS)

 Isto é para ti, isto é para nós, na medida em que me enches de algo tão grande e poderoso que eu abraço, que me fazes sentir... que me amas, que me adoras, que te fundes em mim como a rocha mais sólida da terra, mas fluímos pelo ambiente como água leve, pura e cristalina, absorvendo todos os momentos, criando memórias, registando recordações, vivendo vivências, experimentando o único, e sê-lo afincadamente e repetidamente pelas eras,...
O toque se mistura com o tempo escasso, o tempo de estar sempre a teu lado, que voa, esvoaça, passa depressa, mas no fundo passa devagar porque fazemos dele um bem precioso, um bem que flui e se dispersa invisivelmente... Sente, que eu também sinto o mesmo, o mesmo e o único, muito além das simples palavras que dizemos, e nós sabemos que sim, no olhar, nesse toque, nas mãos e nos "entrenós" e veias salientes, nos entrelaçamos, nós entrelaçamos, e estamos sempre a entrelaçar, e a entrançar, materiais de pureza, natureza de cores e texturas brilhantes, pelos montes e bosques, por onde quisermos, sempre estaremos, mais do que juntos, mais do que unidos, decididos a percorrer qualquer estrada e trilho, com aquele brilho de meninos, com aquilo que sentimos, e sem nós dois não seríamos, um e só um, mas somos fofis... somos um, somos tu e eu e eu e tu, somos a terra, a água e o ar, somos o fogo que ofega o respirar, ou o calor omnipresente em cada raiar de sol que apaga o dia anterior... temos os dias, temos as mãos... basta olharmos, sentirmos... caminharmos... num mundo cheio de maravilhas, esperando serem descobertas e contempladas, e claro, e sem dúvida, registadas!!!

Coração do xisto, que me embalou, para ti, para mim e para nós...
Insisto, e hoje sou, hoje és... um só...

       

A magnífica praia de Vila Nova de Milfontes, repleta de calhaus rolados, sarapintados de linhas brancas, de padrões incríveis, ...
Costa selvagem...
MR

by Rui Faria

casca de pinhões, coleóptero das dunas


Do pinheiro-manso saem os gostosos pinhões, pinhões que já foram descascados e deliciados, manjar dos pinhais, sabor mediterrânico...
Mas aí perto passa, caminhando pelas finas areias o grande escaravelho preto e reluzente, de passos leves, na sombra do grande pinheiro-manso...


by Rui Faria

contra monte - foz do lizandro


A imponência da paisagem, e as curvas que o rio mostra são arrebatadoras... São as pedras que se querem salientes por entre a vegetação esclerófila e mediterrânica, são as saliências íngremes, ou os desníveis belíssimos... São os altos canaviais de Arundo donax que agarram as margens e que protegem exoticamente as encostas...
Monte contra o monte, monte contra o forte, foz que linda foz, foz do lizandro...
by Rui Faria

Larus melanocephalus


Nas areias do estuário do rio douro, a gaivota-de-cabeça-preta, descansando da sua árdua migração.


Limpando a penugem...


Limpando o pescoço...

tarde na praia


Pela estrada que nos levou, pelos meandros das curvas predefinidas, e pela vontade de estar junto, sentir entre tudo, sentir o ar fresco que emana, que irrompe, que desperta os sentidos da pele, entranhados pelo vento "bafejador", que nos cola junto à areia, junto à vegetação dunar, junto ao peito, e ao calor reflectido por milhões grãos de areia... Pela tarde desperta, pelo mar ascendente, pela praia deserta... por a saudade constante da junção dos corpos no ambiente salino e velejador... amor, por ti, por nós... é assim...