Um olhar sobre a natureza do oeste peninsular, o meu olhar, com histórias e imagens, contos e pensamentos... Viagens...

o maçarico-das-rochas


Na margem, das águas que baixam e sobem ciclicamente, que cobrem as areias lisas douradas e que tanto alimento oferecem as suas vasas, que tantos invertebrados se escondem nesse manto, para que cada ave com um bico especialista os consiga apanhar...
E o maçarico procura a margem, procura nessa linha terrestre e aquática, caminhando incessantemente por todo o estuário...
Na Reserva Natural Local do Estuário do Douro, as aves encontram refúgio garantido, na sua permanência ou durante a migração... 

as urzes atlânticas


A urze que pinta de rosa as serras quartzíticas e os vastos montes graníticos. A Erica umbellata.


A Erica tetralix vegetando em lameiros húmidos em alta montanha. São as suas lindíssimas flores pendentes pálidas.


A grande urze que pode atingir um porte possante e arbóreo, a Erica arborea, planta que é capaz de se expandir e formar formações serradas e densas.


E também a grande urze branca, a Erica lusitanica, de ocorrência rara e em lugares húmidos, pântanos, brejos e outros.


A Erica australis, e a sua grande flor rosada, de aspeto arbustivo muito semelhante ao da urze arbórea.


A Erica cinerea, que vegeta em solos pobres, também abundante, ocorrendo em serras xistosas e quartzíticas, mas também em solos graníticos degradados.


A Erica ciliaris, ou a urze peluda que vegeta em lugares húmidos ou muito próximos de água.


E por fim a urze atlântica por excelência, a Daboecia cantabrica, de ocorrência em montes húmidos e de exposição costeira.

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Ficam a faltar outras 3 espécies de urzes bem como o medronheiro...

Arriba fóssil


Os arenitos antigos compactados, de antigos deltas, ou depressões aluvionares, apresentam-se agora cortados pela erosão costeira, esculpidos pela força dos ventos, e moldados por ação das chuvas... São rapidamente colonizados por pinheiros e zimbros, grandes árvores que fixam estes solos frágeis, juntamente com outras tantas centenas de espécies botânicas interessantes...
Fonte da Telha
by Rui Faria

Iphiclides feisthamelii


No alto do cabeço de Montachique, mesmo em redor dos topos dos prismas vulcânicos, as grandes borboletas esvoaçam numa grande azáfama... Mais de 5 espécies, entre as quais esta, procuram as flores floridas, ou se ondulam num bailado característico, impelido pela brisa ligeira que sopra neste antigo cone vulcânico. 

Sapo aquático


O sapo-comum refresca-se num pequeno ribeiro com o sentido de caminhar pela borda da água da margem, de permeio com os parcos raios de sol, que atravessam o arvoredo ribeirinho ou aquela figueira encravada na antiga ponte que o atravessa...

mais amonites...


Mais amonites na serra da Boa Viagem, nas vertentes íngremes e agrestes, remanescentes de tempos pré-históricos à muito abandonados pelo tempo lento,... São moldes impressos em margas, são resquícios de antigos mares ricos, são impressões marcadas, numa viagem pelos belos estratos da serra...


A bolha de magma e o rabirruivo


Na praia de ribeira de ilhas podemos observar esta espantosa bolha de basalto, como uma formação ainda pouco compreendica e rodeada por uma crosta sedimentar, tal e qual uma ferida aberta que sai das entranhas da terra. É uma rocha dura que faz frente à força erosiva do mar e subjuga as outras rochas como o calcário e o arenito.


O rabirruivo, um dos progenitores que alimenta constantemente as 4 crias no ninho, encravado num buraco da falésia, em frente à bolha magmática. A tarefa é árdua e exigente, e implica que ambos os progenitores se debruçem com energia sobre estes habitats costeiros em busca de invertebrados para saciar as jovens crias.