Um olhar sobre a natureza do oeste peninsular, o meu olhar, com histórias e imagens, contos e pensamentos... Viagens...

zoom na teia

Como pano de fundo o grande carvalhal da serra de Fafe em Lagoa. E agora podemos perguntar porque não está a teia ao centro dos dois ramos? Bem a explicação está mais do que evidente e pode ser complexa ou não! Interessante ver os dois fios que partem paralelos do ramo esquerdo para a teia voltada á direita e essencialmente presa ao ramo direito. Claro que a primeira e única pergunta é evidente no sentido de que no centro baloiçaria muito mais, à altura em que está, e possivelmente se destacaria ainda mais, algo que o aracnídeo não quererá por certo! No fim de contas tem essa configuração por acaso da vida (à falta de palavra melhor).


falésias do Risco (PARQUE NATURAL S.A.)

In to the wild é o que se sente ao penetrar nesta vastidão calcária de rochas vertiginosas de coloração pálida, que terminam abruptamente na vastidão oceânica. A espetacular variedade de arvores e arbustos mediterrânicos simbolizando verdadeiramente o sentido dessa palavra, mediterrânico! 
A erosão lenta mas presente, desgasta estas terras dando a sensação que a serra foi cortada com uma gigantesca espada,... mas só nós para apreciarmos este cenário dantesco e brutal.
 Os animais mantêm-se à margem destas falésias, mas as aves são as que dominam num território já com marcas antrópicas profundas. A grande variedade de odores que o estio despoleta nas plantas já é sabida e cheirada, será?, mas nunca, nunca deixa de surpreender! 

Falésias calcárias.

Panorâmica do parque natural.

Serra de são luís.

Arvoredo e matagal mediterrânico.

Mata do solitário.

Matos mediterrânicos e olival.

Vasto pinhal-manso.





gralha-preta / serra freita


Aproveitei um descanso na estrada depois de Mizarela e depois de 40 km nas pernas! , e captei esta bela ave aos segundos, já não são os primeiros, raios de sol da manhã.
Nikon P600 - by Rui Faria

Quercus faginea em Loures


Deveria ser um orgulho, ter um nome referente ao nosso país na designação comum desta árvore, os seus efectivos já vão rareando e os bosques destas árvores já não mais podem ser encontrados, e em vez disso ainda existem pequenos bosquetes espalhados pelas terras do centro sobretudo e exemplares isolados em sua maioria. Enquanto que no norte ainda é possível ver os diferentes estratos, a diferente evolução e os diferentes graus de maturidade do carvalho-alvarinho, bem como a sua interacção com o meio e as diferentes espécies associadas, com esta espécie o mesmo já não se aplica!


O pouco que as antigas gerações nos deixaram desta árvore, não chega para construir um puzzle multi complexo e variado, mesmo até no que toca á transição do Quercus robur a norte para com a Quercus faginea a sul. Até consigo imaginar a vista aérea de onde acabaria uma espécie (hipoteticamente) e começaria a outra,... uma longa história por certo que se esfumou á muito tempo.


Estes dois pequenos carvalhos-portugueses conquistaram refúgio nas encostas da serra da Amoreira, mas a malha urbana é implacável e o que outrora foi um íman de biodiversidade tornar-se-á lenha por certo, porque é isso que a nossa cultura vê nestas árvores, mas quem procura conhecimento e se informa, naturalmente por gosto ou bom censo, certo que já não o faz, ou já não destrói de maneira diretamente, mas na outra ponta da historia acaba por fazê-lo indiretamente como é caso da populaçao citadina.   


Mas é uma espécie magnífica que mostra em primeira mão a espantosa evolução que este tipo de árvores tomou na península ibérica!



formiga-leão



Myrmeleontidae é a família a qual pertence esta formiga-leão encontrada nas dunas primárias a norte de Praia de Mira. Curiosidade o facto, de a ter encontrado ao final da tarde, completamente exposta sob a areia e sobre os ventos que sopravam os grãos...

Atypus affinis - frecha de mizarela

Atypus affinis


Nas encostas íngremes, fortemente erosionadas ao longo de milénios pelo rio caima, da frecha de mizarela, uma queda de água vertiginosa e ribombante. A flora, derivado à orografia do terreno, salvaguardou-se e próspera sob a forma de inúmeras espécies botânicas, dentre as quais preciosidades como o loendro Rhododendrum ponticum, entre outras... Um desses dias, percorrendo a íngreme encosta do lado direito dou de caras com este grande aracnídeo Atypus affinis deslocando-se pelas rochas locais.

Desculpem a demora na colocação de posts, mas tenho tido problemas com os dispositivos tecnológicos, tive que copiar o url desta minha foto no flickr, para poder desenvover aqui algum assunto. Logo que possa atualizarei os dias perdidos e posts antigos, atualizados com os nomes científicos. Até breve, um abraço e/ou bjs para todos vós.

Erica australis (flor)


Aqui vai um detalhe da flor robusta, rosada desta urze. Vegetando as encostas agrestes dos vales dos rios ferreira e sousa, este último afluente da margem direita do rio douro, conferem um tom rico e um odor de perder a cabeça aos urzais/tojais.


 Fora da época de floração pode ser fácil de confundir com a Erica arborea, mas não se deixem enganar, pois a folhagem desta urze é mais áspera, mais "dura"e de um verde mais pálido, enquanto que a da Erica arborea é mais suave e de folhas verde vivo, além do mais não magoa tanto quando passo por essa ou essas na busca por insetos. apenas o inconveniente das flores secas se entranharem pelas costas abaixo!